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Segunda-feira, Outubro 30
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Quarta-feira, Março 16
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Sexta-feira, Novembro 5
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Terça-feira, Setembro 14
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Quarta-feira, Julho 21
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Sexta-feira, Junho 18
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Quarta-feira, Maio 12
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Terça-feira, Abril 6
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Segunda-feira, Março 22
Mudança de endereço
Todos sabem, o Blogger está jogando água nos pés da galera. Como eu odeio ser expulso de boteco fechando, já paguei minha conta, peguei meus trens e estou de mudança para o Blog Brasil, um lugar muito acolhedor que recebeu o novo site do Senso Incomum de braços abertos. Então, pessoas, atualizem seus links, a festa agora é lá.
Sexta-feira, Março 19
Sob Encomenda XVII
Lara pediu-me um poema em prosa, a exemplo de Baudelaire. Lara, quem sou eu para me comparar a Baudelaire? Primeiro porque nunca o li. Depois porque é reconhecidíssimo pela qualidade de seus textos. Não. Definitivamente, não. Por favor, aceite minhas desculpas e o poema que segue. Só sei fazer do meu jeito.
Enquanto matutava sobre isto, lembrei-me de uma pessoa que já se foi há algum tempo. Tinha a vida como um fardo e orava para que seu deus a levasse logo. Penso que também não sabia conversar com seu deus, já que ele demorou para atender-lhe o pedido. Nunca consegui fazer-lhe ver que o que importava não era o fim, era o meio, o jeito. Nada resolvia, era triste como um passarinho de asa quebrada, assustada. Tinha medo de tudo, até de papéis com escritos diferentes do que queria ler. Não sabia ensinar, não sabia aprender. Nunca tentou explicar-me o motivo de ser assim, parada como uma tartaruga. Também, acho que nunca lhe perguntei seriamente, com o coração na mão, como devem ser feitas as perguntas sérias. Daí não ter me dito, acho. Não sabia passear no mundo, trancava-se no quarto e dormia, dormia, dormia. Um dia não acordou, mas não morreu como um passarinho, assim quietinho. Partiu pedindo ar, arrependida de ter pedido para ir. Porém, depois que seu deus havia registrado o pedido, já era, babe.
O Caminho
I
No cadafalso
Corda volteada ao pescoço
Aguardo um curioso
Puxará a alavanca de meu desespero
Preciso pouco
Suar frio todo santo dia
Ser feliz de vez em quando
Aceitar a melancolia
Esperar a hora vazia
Distraido olho estrelas
Interpreto desenhos de nuvens
Converso com o condenado mais próximo
II
Durmo abraçado a objetos
Livros, carregador, celular
Cigarro, isqueiro, papéis, anéis
Contas a pagar
De vez em quando alguém
Pessoa qualquer, zé ninguém
(não sei porque você não vem)
III
Destino, não
Prefiro o caminho
(desatino de ir)
Rumo, não
Melhor errar
(sem bússula, claro)
Lógica, nem a minha
A tua muito menos
Quinta-feira, Março 18
Sob Encomenda XVI
"Até que enfim", título complicado, que precisei desmembrar. Pedido pela Ritoca. Pode ser tanta coisa, pode ser bom e pode ser o fim de uma coisa ruim. Pode ser de tudo, na verdade. Pode ser uma descoberta!
Até que enfim
(ou A descoberta de que a vida não rima)
Desfaço, não faço laços
Abandono memórias
Esqueço beijos e braços
Ilha, perco famílias
Coleciono vazios empilhados
Heranças de amores acabados
Terça-feira, Março 16
Sob Encomenda XV
Como foi dito no post anterior, que a Babe fez a fineza de publicar para mim, estou com alguma dificuldade para acessar. Mas ainda consegui atender a este pedido.
A Sunflower pediu-me "Assim é, se lhe parece". É o título de uma peça de Pirandello que eu não conheço. Bem, fiz uma coisa diferente.
PS.: Tem um diálogo publicado no Diálogos Soltos. Pelo menos esse mês aquilo lá não acaba.
Assim é, se lhe parece
Minha poesia não é econômica
Confesso, é tão verborrágica
Que às vezes parece cômica
Destino inglório, sina trágica
Traz minha palavra (a)tônica
No coração uma veia mágica
Completamente louca e atônita
Rebentada em flor hemorrágica
ou
Rebentada em flor hemorrágica
Completamente louca e atônita
No coração uma veia mágica
Traz minha palavra (a)tônica
Destino inglório, sina trágica
Que às vezes parece cômica
Confesso, é tão verborrágica
Minha poesia não é econômica
Dificuldade de acesso
Estou experimentando alguma dificuldade para acessar a internet. Nos horários disponíveis, desde que começou a encrenca, não tive muita sorte com o acesso ao Blogger. Portanto, até que eu me organize de novo, preciso entrar de altas na brincadeira. Mas acho que será rápido.
Quinta-feira, Março 11
Sob Encomenda XIV (Atualizado)
Funny Valentine pediu-me "Seu beijo que eu não conheço". Encaixou-se com um tema que já estava na minha cabeça, motivo pelo qual passei-a na frente da Sunflower, que, tenho certeza, saberá me perdoar. Só troquei para a segunda pessoa, tá Funny?
PS. Fiz este poema de uma forma meio abrupta e não consegui retocá-lo ao término. Ontem de noite (11/03) dei umas mexidinhas. Não o mudei, apenas troquei palavras redundantes e acrescentei-lhe um último verso.
Teu beijo que eu não conheço
Hoje deixarei de existir
Assim como tu deixarás
Não te conhecerei o toque
Sequer guardarei lembranças
Nunca te vi nem verei
Não és nada, jamais serás
Possibilidades puras apenas
Chorarei tua não chegada
Não propriamente por ti
Ou por teres sido semente
Pensarei onde estavas somente
Quando lá te deixei quieto
Olharei teus irmãos vivos
Sentirei tua partida prematura
Não sei o motivo exato
Tu nem és meu de fato
Ainda que pedaço de mim
Hoje deixarei de existir
Apenas em tua homenagem
Um gesto de saudade
Uma forma de despedida
Deste beijo que eu não conheço
Desta tua pouca vida
Sob Encomenda XIII
Liberdade é coisa compllicada. Penso que seja uma fantasia que habita o imaginário coletivo. Parece aquela idéia de amarrar uma cenoura numa vara de pescar, montar num cavalo e esticar a vara à frente dele para fazê-lo andar. Coitado, nunca alcançará a cenoura, por mais caminhos que percorra. Morrerá exausto a um palmo dela.
A Ritoca pediu-me que escrevesse, mas deixou-me livre para escolher o tema. Escolho a própria liberdade.
Ser só
Solstício
Solto
Solilóquio
Sofrer
Socar
Sovar
Soltar
Sorver
Solver
Sonho
Somente
Soer ser eu
Livre para não ser
Quarta-feira, Março 10
Sob encomenda XII
Fernanda sugeriu "O avesso de um sorriso". Não sei se por sorte ou azar, hoje, ainda agorinha, vi este sorriso do avesso passar na minha frente enquanto lanchava na padaria. Acho que os poemas passam pela nossa frente a todo instante.
O avesso de um sorriso
Rosto erodido carregando um quase semblante, uma quase vida
Vida já passada, talvez vivida num olhar vago
Olhos apertados para ver dentro da claridade do sol
Sol que faz uma estufa do seu terno marrom
Terno atrapalhado, gasto como o sapato
Sapato combinando com a gravata
Gravata enforcando o pescoço
Pescoço enforcado põe língua para fora da boca
Boca que traz o avesso de um sorriso chapado no rosto
Terça-feira, Março 9
Sob Encomenda XI
Ora pois, agora atendendo a pedidos d'além mar! Papoila, solicitou diretamente de terras lusitanas o título "Teu silêncio perturba-me, será que ainda aí está?". Deu-me permissão para cortá-lo se o achasse grande. Sinceramente, achei. Preferi dar uma enxugadinha básica, Papoila, espero que não se importe.
Ah! Pessoas, não deixem de ler o X, o IX, etc. Estão saindo em média dois por dia.
Teu Silêncio
Escuro zunindo no ouvido
Sufocado, desejo de ouvir-te
Voz sumida, palavra ausente
Telefone arrancado da tomada
Finjo não querer querer-te
Água para garganta seca
Cigarro para chamar sono
Minha mão para mim mesmo
Maldita goteira tagarela
Luz acesa, poema tramado
(Um poema dentro do poema)
Tesão
Bocas de culpa e beijo
Braços puxando e empurrando
Teu lábio deixou-me desejo
Meu corpo latejando
Afogado no lençol
Inertemente vagando
Sonhando-te à luz do arrebol
Ah! Poeminha inútil, sem sorte
Não traz você, não leva a vontade à morte
Sob Encomenda X
Há um pássaro livre que tem um blog. É o Blog do Frank, mantido por Lilia. Ela pediu-me um poema e sugeriu o título em homenagem ao amigo rouxinol.
A menina e o passarinho na janela
Passarinho não gosta
Gaiola
Bodoque
Silêncio
Espingarda de chumbinho
Barulho de tiro
Passarinho gosta
Pão
Frutinhas
Pimenta
Música
Tomar banho em poça
Pusar em fio
Passarinho, para que eu tivesse
Só se fosse como amigo
Um dia viesse
Escutasse música comigo
Uma coisinha comesse
Sem adeus mudasse de abrigo
Novamente me alegrasse
Pousando em meu postigo
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sensoincomum@hotmail.com

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